Vivemos um momento de transformações radicais em todas as áreas da vida. Jamais o homem passou por tantas inovações que impactam nosso dia a dia. Neste cenário, o comportamento dos líderes nas empresas passou a ser o fator de maior relevância para o alcance das metas e objetivos organizacionais. O fenômeno da liderança é indubitavelmente um dos assuntos mais comentados, discutidos e estudados neste mundo organizacional tão mutante.
Treinamentos, palestras, novas publicações, são apenas algumas estratégias de desenvolvimento de competências que todas as empresas utilizam para otimizar o potencial de seus líderes. Mas qual será o elemento mais importante para aumentar o potencial dos líderes organizacionais e consequentemente os resultados das suas equipes?
Para responder essa importante questão cito uma frase do célebre Vinicius de Moraes: “A vida só se dá para quem se deu.”
Transferindo o pensamento do exímio poeta para o cotidiano dos líderes atuais, pode-se auferir que muito embora práticas de desenvolvimento de competências sejam importantes para otimização dos resultados de líder/liderados, o mais relevante é liderar a partir da sua competência, com base nos seus aprendizados, relacionamentos e no contexto das suas funções.
Líderes precisam entender que não basta ter os “braços” dos trabalhadores a serviço de uma equipe, e sim conquistar suas “cabeças” e “corações”, pois somente dessa maneira é possível empregar o melhor de cada seguidor a disposição das metas e objetivos traçados.
O tripé da Liderança Transformadora:
Liderar a partir da sua competência, com base nos relacionamentos e no contexto significa conhecer-se: autoconhecimento para autoliderança. Significa conhecer o outro: que tipo de pessoa está a minha frente, interagindo, convivendo. Significa ter uma visão e contexto de tudo o que está a sua volta: empresa, clientes, produto, mercado, governo, meio ambiente, oportunidades, ameaças… Esse é o contexto em que as decisões são tomadas. Nessas condições somente um líder transformador vai fazer a diferença.
A importância do autoconhecimento
A autoestima varia conforme as situações e, principalmente, de acordo com a forma como nos sentimos diante delas. Mas o que faz algumas pessoas serem mais seguras e emocionalmente estáveis, enquanto outras se desorientam e se desesperam quando algo acontece? O que permite a cada pessoa controlar melhor as próprias emoções é o autoconhecimento.
O quanto você realmente se conhece? Muito ou pouco? A maioria das pessoas acredita que se conhece bem, mas, na prática, conhece muito pouco sobre si.
Você ama ou confia em alguém que mal conhece? Em geral, só amamos e confiamos de verdade em quem conhecemos profundamente. Então, se você não se conhece, como pode acreditar na própria capacidade? Como pode buscar seus sonhos se não acredita que é capaz? E por que não acredita? Porque ainda não sabe, de fato, quem você é.
Por isso, o autoconhecimento é essencial para cultivar o amor-próprio e fortalecer a autoestima. É difícil conhecer-se de verdade quando a atenção está sempre voltada para o exterior. Muitas pessoas se dedicam à aparência, mudam o corte de cabelo, compram roupas, carros ou tentam perder alguns quilos, mas quase sempre se esquecem de que o processo precisa acontecer no sentido inverso: de dentro para fora.
Quando uma pessoa está bem consigo mesma, isso se revela não pela roupa que veste ou pelo carro que dirige, mas pelo brilho no olhar, pelo sorriso no rosto e pela paz interior. Como alguém que dorme mal todas as noites pode sentir paz? Como alguém que vive se criticando, se culpando e se considerando errado pode se amar? Amar a si mesmo é uma condição básica para fortalecer a autoestima. Por isso, é importante identificar o que está impedindo esse fortalecimento.
A baixa autoestima pode ser percebida por meio de características como insegurança, sensação de inadequação, perfeccionismo, dúvidas constantes, dificuldade para reconhecer quem se é, sentimento de incapacidade, medo de errar e necessidade excessiva de agradar, ser aprovada e reconhecida mais pelo que faz do que pelo que é.
Se você se identificou com algumas dessas características, talvez seja o momento de desenvolver mais o autoconhecimento para fortalecer a autoestima.
Propomos fazer o seguinte exercício:
1 – Escreva dez coisas que você gosta em si mesmo(a).
2 – Depois escreva dez coisas que você não gosta em si mesmo(a) ou que gostaria de mudar.
Qual lista foi mais fácil de completar?
A maioria das pessoas tem mais facilidade para identificar os próprios aspectos negativos. Muitas vezes, aprendemos que reconhecer aquilo de que gostamos em nós mesmos pode parecer presunção, esnobismo ou egocentrismo. Mas não é isso. Para ampliar o autoconhecimento, é preciso enxergar com clareza quem se é de verdade, reconhecendo qualidades e limitações. Só assim é possível mudar o que incomoda ou causa sofrimento e valorizar aquilo que há de bom em você, mas que, em meio a tantas críticas e cobranças, costuma ser esquecido.
Continue o exercício analise as listas:
- Coloque “I” nas características internas, ou seja, que dependam apenas de você reconhecê-las. E um “E” nas características externas, que dependam da opinião de outras pessoas.
- Ao fazer o sinal (I ou E), o que você percebe?
- Há um equilíbrio entre eles ou você tende mais para um lado?
Se você percebe que tem mais características externas, tende a ficar mais vulnerável à opinião dos outros e, por isso, mais suscetível à manipulação. Passa a depender cada vez mais da aprovação alheia, e não da sua própria. Isso significa que, sempre que algo no mundo externo ou no comportamento de outras pessoas não corresponder às suas expectativas, você poderá se sentir frustrado, e sua autoestima tenderá a diminuir.
Seu valor passa a depender do que os outros dizem sobre você, enquanto sua própria opinião perde força. Por exemplo, ao perder o emprego, receber uma crítica ou perceber o afastamento de alguém, sua autoestima pode cair, fazendo com que você se sinta incapaz de continuar. Com isso, corre o risco de desistir no meio do caminho e abandonar seus sonhos e objetivos.
Consciência do seu “eu”
Para aumentar o autoconhecimento é preciso ter consciência de quem se é de verdade, avaliando os pontos positivos tanto quanto os negativos.
Isso acontece quando a principal fonte de autoestima está naquilo que você faz para o mundo externo, sempre em busca de aprovação e reconhecimento. Esse é um dos caminhos mais curtos para se machucar. Ao colocar seu valor nas opiniões e respostas que vêm de fora, você passa a depender de algo que quase nunca corresponde exatamente ao que espera nem ao que você realmente é.
Assim, vai se tornando cada vez mais dependente da forma como é avaliado, alimentando um círculo vicioso. O mais importante é desenvolver a consciência de que aquilo que você faz reflete quem você é. Ao reconhecer seus pontos negativos, torna-se possível mudar cada um deles.
E, ao reconhecer seus pontos positivos, você se sente mais confiante na própria capacidade de conquistar o que deseja, independentemente de críticas ou opiniões alheias. Quando acredita em si mesmo, consegue se aprovar, se respeitar e, acima de tudo, se amar.
Reflexão:
Se você deseja tornar-se um líder de excelência, sem se perder em meio a mudanças rápidas e radicais, o caminho evoluir todos os dias. Explore outros artigos da Trilha Pessoal sobre liderança, inteligência emocional, produtividade e equilíbrio vida-trabalho, considere aprofundar nesse tema com calma.
Salve este texto para revisitar em tempos de pressão e compartilhe com líderes e futuros líderes que você admira e acompanhe novos artigos da trilha pessoal… Comente e compartilhe! Seus amigos também buscam aprimorar suas competências de liderança!

